Depois da recusa de Pep Guardiola e Carlo Ancelotti e ter que abrir mão de Andrea Pirlo por uma polêmica extracampo, Paolo Maldini e Leonardo pediram demissão de seus cargos na Federação Italiana de Futebol (FIGC) após duas semanas.
De acordo com o jornalista Gianluca Dimarzio, a dupla pediu demissão nesta segunda-feira (27) após a confirmação de que Andrea Pirlo não seria o treinador da Seleção Italiana. Lendário zagueiro, Maldini era o diretor técnico, enquanto o ex-lateral brasileiro Leonardo era seu consultor.
A dupla foi anunciada nos cargos no dia 11 de julho, ou seja, foram apenas 16 dias à frente da Federação Italiana. Nesse período, tiveram a missão de buscar um novo técnico para comandar a nova tentativa de retomada da Azzurra, que ficou fora das últimas três Copas (2018, 2022 e 2026).
Os dois tentaram Carlo Ancelotti, que segue no comando da Seleção Brasileira, e Pep Guardiola. O técnico catalão, que deixou o Manchester City (ING), era o favorito, mas recusou cordialmente o convite. Eles, então, decidiram por Andrea Pirlo, ex-Milan e Juventus, lenda da Itália e campeão do mundo em 2006. No entanto, a contratação não progrediu pelo ex-meia de 47 anos ser garoto-propaganda de uma casa de apostas da Rússia.
Com a saída de Maldini e Leonardo, a Seleção Italiana deve, enfim, ter seu novo treinador: Roberto Mancini, comandante que levou os italianos a sua última conquista, a Eurocopa de 2021, mas acabou falhando em levar o país ao Mundial de 2022.
Segundo Dimarzio, Mancini já era o favorito da cúpula da Federação Italiana. O também ex-zagueiro Giorgio Chiellini é cotado para substituir Maldini na direção.
A Seleção Italiana vive um momento de crise histórica. A tetracampeã do mundo não vai a uma Copa do Mundo desde 2014, tendo ficado de fora das Copas de 2018, 2022 e 2026. Por isso, existe a busca pela reconstrução da equipe nacional.