segunda-feira, 22 de junho de 2026

Dois ATR 72-500 que eram da Voepass são devolvidos

Dois ATR 72-500 que integravam a frota da Voepass iniciaram na manhã desta segunda-feira (22) o processo de devoulação aos seus proprietários. Os turboélices estavam sem operar desde março do ano passado, quando a companhia teve suas operações suspensas após a perda do Certificado de Operador Aéreo (COA).

A primeira aeronave a deixar o Aeroporto de Ribeirão Preto (RAO) foi o PP-PTO (MSN 837), batizado como "Araponga" e com o sticker do programa "Conheça o Brasil: Voando", que decolou por volta das 09h17 (horário de Brasília) com destino ao Aeroporto Internacional de Cuiabá (CGB), em Várzea Grande (MT). O turboélice foi entregue originalmente à TRIP em dezembro de 2008. Após a incorporação da companhia pela Azul, passou a integrar a frota da empresa em março de 2013. Em junho de 2015, foi transferido para a Passaredo. Em 2019, a companhia mudou de nome para Voepass após a compra da MAP Linhas Aéreas.

Já o ATR 72-500, de matrícula PP-PTQ (MSN 874), com o nome de batismo "Quero-Quero", deixou Ribeirão Preto por volta das 11h11 (horário de Brasília). A aeronave teve uma trajetória semelhante à do PTO, tendo sido entregue à TRIP em julho de 2009, posteriormente operada pela Azul e pela Passaredo, antes de virar Voepass. O turboélice chegou a ostentar na cauda o evento "ALTA CCMA & MRO Conference 2024"

As devoluções acontecem em meio ao encerramento das atividades da Voepass. Durante o período em que as aeronaves permaneceram armazenadas, a situação financeira e operacional se agravou significativamente após o acidente com um ATR 72-500 da companhia, de matrícula PS-VPB (MSN 908) e batizado como "Maritaca", em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024, resultando na morte de todas as 62 pessoas que estavam a bordo.

Em março de 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou a suspensão cautelar das operações da empresa após identificar falhas consideradas graves e recorrentes em seus processos de supervisão operacional. Em junho, a agência decidiu pela cassação definitiva do Certificado de Operador Aéreo (COA), encerrando oficialmente a operação da Voepass.

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